segunda-feira, 14 de novembro de 2016

27 de Abril

27 de Abril,
Seu sol brilha junto ao dela em festa
O mesmo dia que os dois taurinos egoístas
Destruíam os ensinos da Rainha da Floresta
Pois o medo dos caprinos joga o ouro pelos tolos
A moça de patas de bode, flutuante fada ao lago
Loiros cachos são suas madeixas de sol e raio matutino
Não será o vermelho sangrar do pô-do-sol ou a noite
Jamais tocará a madrugada, sem ouvir o mal da fada
pois a luz que ilumina e não vê a sombra que a realça
 perde o valor da cura sem saber o fim da estrada farta
O Filho de Pan, menino de barro e bardo, filho de Gaia
Pelas entranhas instinto de bodes as suas cegas patas
Não sabem tão pouco mensurar suas profundas águas
As mesmas águas que ascenção aos céus traria sem mágoas
Se não fossem as ilusões das patas correndo ao abismo
Que por cinismo levam aos passos tortos de teu egoísmo.


(Escrevi com dores que lavei no mar, mas dedico a todo meu amor
por esses seres mágicos de touro e terra. 
Para Maia mãe de Hermes e para o filho de Gaia, Gaius ou C.G.)


27/04/2016

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