terça-feira, 6 de janeiro de 2015

O BARDO

Um lenhador havia trancafiado o coração
Da moça enfeitiçada por sua dor e solidão
Impedindo-a de sentir mais que o vazio
Deixado por ele ao sair somente o frio
Amaldiçoada pelo seu amor congelado

Eis que em tempo de batalha após tanta amargura
Velejando de outros mares na colina surge o bardo
Com trovão e montanha que em som remove o fardo
Velejando de longe com falcões, ervas, bandolim e cura

A entrelaçar na montanha magia e canção de batalha
Evocando guerras irlandesas em terra, fúria e canto
Eliminando da dama da floresta o tortuoso pranto
Curando a dor com a simplicidade da terra sem falha

Eis que em caravanas o bardo então retorna ao mar
Prometendo voltar à montanha e busca-la em verão
E mais forte a dama da floresta retorna ao seu lar
Volta a sua caverna na montanha, reclusa em solidão

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