Espelho onde não me vejo
é tão frio e inconstante
Stellium mergulhando
trêmula nas águas
Encerro-me nas palavras
correndo por mil águas
dos peixes trocados
de um conflituoso oceano
sem casas e as estradas
abertas do mundo, dos goles
das línguas, das trocas
dos corpos em espelhos
onde o reflexo dos anseios
nossos, malditos, receios
de lampejos e passados
trovoadas escaldantes
descompassam o tempo
afastando o beijo
de horas e olhos
em torno do agora, quebram
o problema secular dos espelhos
quebradiços das águas distantes