quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Stellium


Espelho onde não me vejo

é tão frio e inconstante

Stellium mergulhando

trêmula nas águas


Encerro-me nas palavras

correndo por mil águas

dos peixes trocados

de um conflituoso oceano


sem casas e as estradas

abertas do mundo, dos goles

das línguas, das trocas

dos corpos em espelhos


onde o reflexo dos anseios

nossos, malditos, receios

de lampejos e passados

trovoadas escaldantes


descompassam o tempo

afastando o beijo

de horas e olhos


em torno do agora, quebram

o problema secular dos espelhos

quebradiços das águas distantes






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