terça-feira, 3 de maio de 2016

Cortam a passagem
cortam minhas asas almas
esses estalos tecnológicos
de toques de celular
cortam minhas ideias

O que sobra do gosto
da rua esparramada
pela calçada gosto
de falta e secura na
garganta

Cortam as falas
lotam as ruas os
cavalos obscuros
metropolitanos de
cacetetes cravados

Estalam suas trotadas
pela estrada dos estalos
sonhos das pessoas que
ainda ocupadas seguem
o pão circo jantar

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