Cortam a passagem
cortam minhas asas almas
esses estalos tecnológicos
de toques de celular
cortam minhas ideias
O que sobra do gosto
da rua esparramada
pela calçada gosto
de falta e secura na
garganta
Cortam as falas
lotam as ruas os
cavalos obscuros
metropolitanos de
cacetetes cravados
Estalam suas trotadas
pela estrada dos estalos
sonhos das pessoas que
ainda ocupadas seguem
o pão circo jantar
Nenhum comentário:
Postar um comentário