Cachoeira, Argila
e Mel
Água de Cachoeira pelo meu corpo
nu
Invisível Separação entre eu e
a montanha
O barro e o mel sobre a pela
nas águas de Oxum
O prazer sobre água gelada
cortante que é a vida
Sátiros de fogo guiam pelas
rotas da floresta
Vejo um filho de áries com um
gavião sobre os ombros
Seus olhos fogo são um poço de
perigo que conheço bem
Enquanto eu abdicaria de todos
os sátiros se ela quisesse
Mas sei que a guerreira que
cavalga a meu lado conhece
O olhar aventureiro de alma
cigana que serpenteia os galopes
Sei que sem permanência são as
intensidades dos poucos dias
Que junto dela troco as cartas
e as dores, os beijos e as flores
Os amores queimando sem
medo no fogo do altar.
(31/03/2016 - N.C)

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